O Paraná precisa fazer uma correção de rota. Além de abrir uma nova janela para o futuro nas grandes cidades, atacando de frente a febre do crack e da criminalidade, com projetos sociais eficazes, o governo do Estado deve adotar uma legislação que desenvolva com programas econômicos os municípios do Interior.
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A bela Curitiba: novos rumos para o Paraná |
Apesar da diferença de relevo, essas regiões têm algo em comum: o desejo de que suas vocações sociais, culturais e econômicas sejam respeitadas pelo futuro governo do Paraná.
Os problemas são comuns: tanto lá como cá, as prioridades são para a saúde, educação, geração de empregos e segurança pública. O mesmo crack que contamina a saúde dos jovens de um município, compromete os de outro também.
O que chama a atenção é o perfil dessas comunidades. Na Região Metropolitana de Curitiba, onde se concentra o maior cinturão de pobreza da Capital paranaense, a grande maioria dos adultos é formada por pessoas que vieram do interior do Estado. Famílias que foram atraídas pelo “sonho” de uma vida melhor, mais perto de áreas industriais, dos hospitais, a ilusão da “cidade grande”, e deixaram tudo para trás.
Os problemas são comuns: tanto lá como cá, as prioridades são para a saúde, educação, geração de empregos e segurança pública. O mesmo crack que contamina a saúde dos jovens de um município, compromete os de outro também.
O que chama a atenção é o perfil dessas comunidades. Na Região Metropolitana de Curitiba, onde se concentra o maior cinturão de pobreza da Capital paranaense, a grande maioria dos adultos é formada por pessoas que vieram do interior do Estado. Famílias que foram atraídas pelo “sonho” de uma vida melhor, mais perto de áreas industriais, dos hospitais, a ilusão da “cidade grande”, e deixaram tudo para trás.
A consequência disso tudo está na realidade que estamos presenciando hoje. As grandes metrópoles com inchaço populacional, o crescimento desenfreado da criminalidade, a submoradia, falta de emprego. E são as regiões que concentram os maiores investimentos governamentais. Quanto mais gente, maior a necessidade de infra-estrutura e de criação de frentes de trabalho – e assim o dinheiro dos impostos do povo paranaense vai ficando cada vez mais concentrado em poucos municípios.
Novos caminhos para o desenvolvimento: valorizar o homem no seu próprio local de origem, levando-lhe mais conforto e modernidade, e oportunidades para as novas gerações
Nossos municípios são produtores de alimentos (agropecuária) e acumulam forte tendência para a agroindustrialização. Para que funcionem, os projetos devem levar em conta a necessidade de investimentos no setor educacional, técnico/tecnológico, transformando as universidades em geradoras de conhecimento dentro do universo em que atuam. Tecnologia pressupõe atuação na área de metal-mecânica, engenharia, sistemas de internet, tudo que possa agregar mais valor a partir da mão de obra especializada.
Esta discussão não é de hoje. Tornou-se chavão usar a expressão “conter o êxodo rural”. Mas nunca ela se mostrou tão necessária. As grandes cidades estão chegando no limite, e as pequenas e médias não suportam mais tanta carência de empregos, saúde, educação, convivendo com o drama do crack e da criminalidade, amargurando-se em meio à desesperança.
É possível começar a reverter esse ciclo, acreditando nas pessoas que moram no interior, de que elas têm capacidade – como de fato têm – de serem a mola propulsora do desenvolvimento, podendo usufruir desse benefício na sua própria cidade ou região.
Segurando as famílias no interior, elas se sentirão ainda mais felizes, e poderemos aplicar medidas verdadeiramente saneadoras nos grandes centros urbanos, para estancar de vez os gargalos sociais.
É possível começar a reverter esse ciclo, acreditando nas pessoas que moram no interior, de que elas têm capacidade – como de fato têm – de serem a mola propulsora do desenvolvimento, podendo usufruir desse benefício na sua própria cidade ou região.
Segurando as famílias no interior, elas se sentirão ainda mais felizes, e poderemos aplicar medidas verdadeiramente saneadoras nos grandes centros urbanos, para estancar de vez os gargalos sociais.

