Os professores municipais de Guarapuava cruzaram os braços nesta sexta-feira 13, ficando meio dia de expediente sem trabalhar, num movimento jamais visto em Guarapuava envolvendo funcionários públicos. Eles chamaram a paralisação de “operação tartaruga”, esperando que o prefeito abra um canal de diálogo efetivo para resolver as perdas salariais. Se continuar assim, a tendência é de que ocorra uma greve dentro do magistério municipal, podendo, inclusive, ampliar-se para todas as categorias do funcionalismo municipal.
Os professores alegam que estão há 5 anos sem reposição salarial e que as perdas já somam 40%. Um salário de 600 reais, agora vale 360 reais. Por seu lado, o prefeito argumenta que a Prefeitura não tem dinheiro em caixa. São quase 4 mil servidores públicos municipais e mais de 1.500 professores. Já o sindicato da categoria apresenta estudos, sustentando que a Prefeitura tem uma “margem prudencial” de 9,55% no Orçamento e que poderia repassar como aumento ou reposição das perdas acumuladas.
O que preocupa é saber que o magistério vem tentando há meses um diálogo com o prefeito municipal, à procura de uma saída negociada para o impasse. Tenho em conta que até hoje não foram recebidos, a não ser pela Procuradoria Geral do Município.
No meu entender, este é (ou deveria ser) assunto direto para a autoridade maior, considerando-se a importância do assunto. Há um conflito de informações que poderia ser resolvido se o prefeito encurtasse a distância que separa seu gabinete dos servidores públicos. Distância, aliás, que se estende à população de Guarapuava como um todo, especialmente nos momentos em que o Município exigia a presença forte de sua principal representação política.
O que preocupa é saber que o magistério vem tentando há meses um diálogo com o prefeito municipal, à procura de uma saída negociada para o impasse. Tenho em conta que até hoje não foram recebidos, a não ser pela Procuradoria Geral do Município.
No meu entender, este é (ou deveria ser) assunto direto para a autoridade maior, considerando-se a importância do assunto. Há um conflito de informações que poderia ser resolvido se o prefeito encurtasse a distância que separa seu gabinete dos servidores públicos. Distância, aliás, que se estende à população de Guarapuava como um todo, especialmente nos momentos em que o Município exigia a presença forte de sua principal representação política.
Meu objetivo aqui não é fragilizar ainda mais o prefeito, e
sim me posicionar a favor da conversa, do entendimento.
Tenho certeza que é isso que os professores e os demais servidores públicos municipais querem: entendimento, solução plausível. Eles já deram mostras dessa atitude pacificadora quando fizeram várias tentativas de diálogo. Viram-se forçados a passeatas e agora, à iminência de uma greve, após esgotarem todos os meios possíveis.
Todos nós sabemos o que significa uma greve. Não é apenas o confronto do prefeito com os servidores. São crianças que ficarão sem aulas, o atraso no calendário escolar, e o risco de que a paralisação atinja todos os serviços prestados pela Prefeitura, da coleta de lixo a alguns setores da saúde.
O aspecto mais negativo, contudo, é o distanciamento ainda maior entre o prefeito e o funcionalismo – dois setores que devem funcionar de forma harmônica e estável, pois é essa sintonia que opera (em tese) a transformação do dinheiro dos impostos em obras e trabalho à população.
O diálogo é uma demonstração de maturidade, de competência. É a única possibilidade de se encontrar um caminho de consenso, de alternativas. Sem isso, prevalece o jogo de forças e todos perdem. Principalmente a população, que é, verdadeiramente, o lado mais frágil.
Todos nós sabemos o que significa uma greve. Não é apenas o confronto do prefeito com os servidores. São crianças que ficarão sem aulas, o atraso no calendário escolar, e o risco de que a paralisação atinja todos os serviços prestados pela Prefeitura, da coleta de lixo a alguns setores da saúde.
O aspecto mais negativo, contudo, é o distanciamento ainda maior entre o prefeito e o funcionalismo – dois setores que devem funcionar de forma harmônica e estável, pois é essa sintonia que opera (em tese) a transformação do dinheiro dos impostos em obras e trabalho à população.
O diálogo é uma demonstração de maturidade, de competência. É a única possibilidade de se encontrar um caminho de consenso, de alternativas. Sem isso, prevalece o jogo de forças e todos perdem. Principalmente a população, que é, verdadeiramente, o lado mais frágil.